quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pangéia



Configuração da Pangeia. 

No início do século XX, o meteorologista alemão Alfred Wegener levantou uma hipótese que criou uma grande polêmica entre a classe científica da época. Segundo ele, há aproximadamente 200 milhões de anos, os continentes não tinham a configuração atual, pois existia somente uma massa continental, ou seja, não estavam separadas as Américas da África e da Oceania.
Essa massa continental contínua foi denominada de Pangeia, do grego "toda a Terra", e era envolvida por um único Oceano, chamado de Pantalassa.

Passados milhões de anos, a Pangeia se fragmentou e deu origem a dois megacontinentes denominados de Laurásia e Gondwana, essa separação ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto.


Após esse processo, esses dois megacontinentes deram origem à configuração atual dos continentes que conhecemos. Para conceber tal teoria, Wegener tomou como ponto de partida o contorno da costa americana com a da África, que visualmente possui um encaixe quase que perfeito. No entanto, somente esse fato não fundamentou sua hipótese científica.


Outra descoberta importante para fundamentar sua teoria foi a comparação de fósseis encontrados na região brasileira e na África, ele constatou que tais animais eram incapazes de atravessar o Oceano Atlântico, assim concluiu que os animais teriam vivido nos mesmos ambientes em tempos remotos.


Mesmo após todas as informações contidas na hipótese, a teoria não foi aceita, foi ridicularizada pela classe científica. Sua hipótese foi confirmada somente em 1960, após 30 anos da morte de Wegener , tornando-se a mais aceita.


Quadro dos períodos geológicos e os Eventos Biológicos Marcantes





ERA
PERÍODO
ÉPOCA
IDADE
EVENTOS BIOLÓGICOS MARCANTES
Cenozóico
Quaternário
Holoceno
10.000
"Era do Homem".
O homem
torna-se a
forma de vida
dominante
sobre a Terra.
Estabilização
do clima.
Pleistoceno
1.750.000
Glaciações
mais recentes.
Domínio dos
mamíferos de
grande porte.
Evolução
do homo sapiens
Terciário
Plioceno
5.300.000
Avanço
das geleiras.
A vegetação
é dominada
pelos campos
e savanas.
Aparecimento
de mamíferos
ruminantes.
Mioceno
23.500.000
Formação de
grandes campos.
Mudanças
climáticas
levam a
formação da
calota polar
Antártica.
Oligoceno
34.000.000
Aparecimento
de elefantes
e cavalos.
Aparecimento
de vários tipos
de gramíneas.
Eoceno
53.000.000
Surgimentos
da maior
parte das
ordens de
mamíferos.
Paleoceno
65.000.000
Domínio
dos
mamíferos
de porte
pequeno
a médio.
Mesozóico
Cretáceo
xxxx
135.000.000
Primeiras
plantas com
flores,
grupos
modernos
de insetos,
pássaros
e mamíferos.
Jurássico
xxxx
205.000.000
Pterossauros
e primeiros
pássaros.
Dinossauros
vagueiam
pela Terra.
Triássico
xxxx
250.000.000
Primeira
aparição
dos
dinossauros.
Paleozóico
Permiano
xxxx
295.000.000
Primeiro
grande evento
de extinção
em massa.
Formação do
supercontinente
Pangea.
Carbonífero
xxxx
355.000.000
Formação
de grandes
florestas
Devoniano
xxxx
410.000.000
Primeiros
peixes
Siluriano
xxxx
435.000.000
Estabilização
do clima.
Derretimento
do gelo glacial,
elevação dos
níveis dos
oceanos.
Evolução
dos peixes.
Ordoviciano
xxxx
500.000.000
Surgimentos
dos
invertebrados
marinhos
e plantas.
Cambriano
xxxx
540.000.000
Aparecimento
dos principais
grupos
animais.
Pré-cambriana


4.600.000.000No final deste período surge a vida na Terra.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fósseis no RN

RN É RICO EM FOSSEIS , MAS INVESTIMENTOS SÃO RAROS '

Quem nunca se pegou pensando quando e como nasceu a vida na terra? Como se deu a evolução dos animais e dos seres humanos? Pelo menos uma vez na vida, todos nós já fizemos esses e outros questionamentos a respeito da vida. Essas e outras dúvidas podem ser respondidas a partir de uma ciência chamada Paleontologia.

"A Paleontologia estuda as evi
dências da vida pré-histórica preservadas nas rochas, os fósseis, mas essa ciência também tem uma importância econômica, pois estudando os fósseis dá para saber que ambiente era aquele, se era mar ou deserto, por exemplo. E a partir dessas descobertas nós temos informações sobre bens minerais e energéticos", explicou o paleontólogo e professor do Departamento de Geologia da UFRN, Narendra Srivastava.

Apesar de toda a importância, aqui no Rio Grande do Norte, os investimentos nessa área ainda são muito fracos. "De zero a dez, eu diria que os investimentos estão abaixo da média. E olhe que o RN é um estado rico em fóssil", disse o professor Narendra. E ele tem lá suas razões, a começar pela estrutura disponibilizada. Por falta de um espaço adequado, boa parte dos fósseis minerais fica amontoada na sala do professor.

Mas apesar das dificuldades, a UFRN tem um bom acervo de fósseis. As peças de animais vertebrados, como elefante, baleia e outros animais ficam no museu Câmara Cascudo, já a Universidade fica com as rochas e os fósseis mais antigos. "Nós temos aqui na UFRN, a mais antiga evidência da vida. São os estromatólitos, que têm uma idade de dois bilhões e 300 milhões de anos e foram encontrados em Minas Gerais", disse Narendra.

Estromatólitos (do grego stroma = cama, camada e lithos = rochas) são estruturas organo-sedimentares produzidas pelo aprisionamento, retenção de sedimentos resultante do crescimento e da atividade metabólica de microorganismos, principalmente cianobactérias (algas azuis).

De acordo com o professor, alguns estudiosos acreditam que essas cianobactérias foram possivelmente responsáveis pela geração de parte do oxigênio da antiga atmosfera terrestre, sendo a forma de vida dominante por mais de 2 bilhões de anos. Mas a mais antiga evidência de vida na terra data de quatro bilhões de anos e está na Islândia. Aqui no Estado os fósseis mais antigos possuem 135 milhões de anos. Um exemplo é um pedaço de tronco de Pinheiro que foi encontrado na região de Pau dos Ferros, durante algumas das expedições realizadas pelo professor Narendra.

O acervo também é formado por fósseis de piabas, muriçocas, peixes, folhas, rochas, entre outras 'jóias' do tempo. No RN, os melhores lugares para encontrar fósseis são nos municípios de Ouro Branco, Caicó, Areia Branca, Mossoró, João Câmara, Jandaíra. "Os fósseis são encontrados em rochas sedimentares, principalmente de calcários, e nesses locais existem bastante rochas desse tipo", disse o professor.

Pesquisa é dividida em duas etapas

Mas encontrar um fóssil não é uma tarefa fácil. É preciso muito estudo e, principalmente, paciência para passar horas e horas procurando-os. "Às vezes eles são tão pequenos que só podem ser vistos através do microscópio e aí cabe ao paleontólogo saber se naquele ambiente pode existir um fóssil.", disse o professor.

As pesquisas são divididas em duas etapas. A primeira é a viagem de campo para procurar os fósseis. "É nessa parte que entra a paciência porque, na maioria das vezes, os fósseis não estão à mostra. É preciso procurar, cavar e leva um certo tempo. Por isso é sempre bom fazer um estudo da região que vai ser explorada", explicou o paleontólogo.

A segunda parte é a coleta de amostras. Depois de encontrados, os fósseis são levados para o laboratório, onde são feitos estudos para saber, entre outras características, a idade da peça encontrada.

A UFRN possui um laboratório especializado para identificar os fósseis, mas não tem a estrutura necessária para descobrir a idade deles. "Existem duas maneiras para datarmos os fósseis, uma é através da comparação com outros fósseis. Ou seja, analisando determinadas características eu tenho como saber a idade dele. Isso a gente pode fazer aqui. Mas a outra forma, que chamamos de datação isotópica não temos como fazer aqui, só em laboratórios de São Paulo ou nos Estados Unidos. Aqui no Nordeste, apenas o Estado de Pernambuco faz a datação isotópica", explicou Narendra.

A datação isotópica utiliza isótopos de elementos químicos, como por exemplo, o carbono 14. Através de experimentos, os cientistas conseguem saber a proporção de carbono-14 em um ser vivo, planta ou animal. Essa proporção, no entanto, começa a mudar a partir do momento em que o organismo morre. Nesse instante, é acionado um 'relógio nuclear' que consiste na percentagem decrescente de carbono-14 no organismo que morreu. Para saber há quanto tempo o organismo morreu basta medir, quanto carbono-14 resta em seu corpo ou parte dele.

Experimentos como esses precisam de equipamentos modernos e, na maioria da vezes, onerosos, como microscópio eletrônico de um milhão de reais. Talvez esse seja um dos motivos para a falta de investimento por parte de empresas e, até mesmo das universidades. Para se ter uma idéia, o custo de uma pesquisa pode chegar a R$100 mil ou até mais, dependendo do tipo de estudo.

"Temos dificuldades em conseguir recursos, aqui na UFRN sempre tentamos através do CNPq. Poderíamos contar com parcerias de empresas que trabalham no campo da mineração, mas as que realizam essas pesquisas, como a Petrobras, preferem não divulgar informações. Elas contratam geólogos particulares para que esses trabalhos sejam desenvolvidos no maior sigilo".

Professores descobrem nanofósseis

Mesmo com todas as dificuldades os nossos paleontólogos conseguem fazer descobertas interessantes, como a do professor Narenda Srivastava que descobriu os primeiros microfósseis do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que fica a mil quilômetros de Natal, no hemisfério Norte.

"Eu e um outro pesquisador encontramos os nanofósseis de calcário, um grupo de fósseis com tamanho menor do que 6,3 micros. Fazendo uma comparação, eles são bem menores do que um grão de areia", disse o professor.

Eles são investigados tanto do ponto de vista paleontológico quanto do geoquímico. Com relação à geoquímica, os nanofósseis são vistos como partículas minerais, cuja constituição reflete a composição química do meio em que foram formados (água do mar). "Sabendo a composição química ambiente temos condições de saber que tipos de minerais possuem", disse Narendra.

Para essa pesquisa o professor contou com a ajuda da Marinha do Brasil que ofereceu o transporte e a hospedagem. "Essa pesquisa custou cerca de R$50 mil".

Fósseis do RN vão para Minas Gerais

Cerca de quatro toneladas de material contendo fósseis de moluscos, retirados da região do Vale do Açu, foram enviados no início deste mês para análise em um instituto de Minas Gerais. A descoberta dos fósseis ocorreu durante as escavações para a construção do gasoduto Açu-Serra do Mel, ocorridas entre março e dezembro do ano passado. As amostras vão ser examinadas no Centro de Pesquisas Paleontológicas "Llewellyn Ivor Price", ligado à Fundação Municipal de Ensino Superior de Uberaba.

De acordo com a Petrobras, responsável pelo gasoduto, o centro ficou responsável pelo Programa de Monitoramento de Registros Fósseis, para "verificar a possibilidade de haver algum tipo de achado paleontológico na área do empreendimento".

A Petrobras informou que, após a identificação, a área foi isolada "com o devido acompanhamento de um profissional de paleontologia", só então foi feito o resgate do material, enviado em uma única remessa a Uberaba. "Antes do envio do material ocorreu o repasse da informação, pelo centro, para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNMP) regional do RN. A saída do material foi acompanhada por um paleontólogo do DNPM de Brasília e um representante do DNPM-RN", esclareceu ainda a estatal.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Conclusão

Interessante os assuntos abordados nesse Portfólio Biólogico através desse Blog pois, além de aprofundar meus conhecimentos ajudo pessoas que querem aprender também. Aqui os temas abordados foram sobre: Síndromes de Klinefelter, Turner, Edwards, de Miado de Gato, de Patau, Spoan (Serrinha dos Pintos-RN), de Warkany, de Marfan, Cornélia de Lange, de Treacher Collins,  de Rett, do cromossomo "X" frágil e a Síndrome de Jacobs (XYY) suas causas, características, sintomas, tratamento, cariótipo e curiosidades; Doenças genéticas: Endogamia, Teste do Pezinho, Fenulcetonúria, Hipotiroidismo, Talessemia (anemia falciforme), Hemofilia, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Anões (Nanismo), Adrenoleucodistrofia e Doença Tay-Sachs (caracteristicas, causas, sintomas, tratamento e curiosidades); 
                                  Biotecnologia:
  •  O que é o Melhoramento Genético ?
  •  endogamia ?
Engenharia genética: 
  •  Enzimas de restrição 
  •  DNA recombinante 
  • Organismos geneticamente modificados (OGMS) cite exemplos.
  • Organismos transgênicos. cite 4 exemplos.
  • Clonagem de organismos : 1) Aplicações da clonagem 2) Terapia gênica 3) Vetores de DNA.
Alem disso este blog é repleto de fotos e videos para melhor compreensão, é importante conhecer um pouco destes assuntos já que o pessoal do 3° ano está estudando géntica. Concluo este trabalho com muitos agradecimentos primeiramente a minha família que me ajudou bastante, segundo por amigos e terceiro pela minha professora de Biologia, Leônia, que passou esse portfólio no qual me ajudou a decidir a área em que eu vou cursar na Universidade.

Tudo sobre Engenharia Génetica !

Engenharia genética e modificação genética são termos para o processo de manipulação dos genes num organismo, geralmente fora do processo norma lreprodutivo deste. Envolvem frequentemente o isolamento, a manipulação e a introdução do ADN num chamado "corpo de prova", geralmente para exprimir um gene. O objetivo é de introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade, tal como aumentando a área de uma espécie de cultivo, introduzindo uma nova característica, ou produzindo uma nova proteína ou enzima.

Exemplos são a produção de insulina humana através do uso modificado de bactérias e da produção de novos tipos de ratos como o OncoMouse (rato cancro) para pesquisa, através de re-estruturamento genético. Já que uma proteína é codificada por um segmento específico de ADN chamado gene, versões futuras podem ser modificadas mudando o ADN de um gene. Uma maneira de o fazer é isolando o pedaço de ADN contendo o gene, cortando-o com precisão, e reintroduzindo o gene em um segmento de ADN diferente.

Genética
Componentes chave
Imagem mostrando a estrutura do DNA
História e tópicos
Investigação

A engenharia genética oferece a partir do estudo e manuseio bio-molecular (também chamado de processo
biológico e molecular), a obtenção de materiais orgânicos sintéticos. Os processos de indução da modificação genética permitiram que a estrutura de seqüências de bases completas de DNA fossem decifradas, portanto facilitando a clonagem de genes.
A clonagem de genes é uma técnica que está sendo largamente utilizada em microbiologia celular na identificação e na cópia de um determinado gene no interior de um organismo simples empregado como receptor, uma bactéria, por exemplo. Este processo é muito importante na síntese de alguns sub-produtos utilizados para o tratamento de diversas enfermidades.

O que é Melhormento Genético?


O melhoramento genético é uma ciência utilizada em plantas e animais que visa aumentar a frequência de alelos favoráveis em uma população animal ou vegetal.
Para que seja iniciado um programa de melhoramento é necessário haver variabilidade genética na população, e o progresso do programa será maior tanto quanto for maior essa variabilidade.
Processos de Melhoramento
O cruzamento consiste em acasalar indivíduos diferentes geneticamente (ex. Bovino Gir x Bovino Holandês) para desfrutar da heterose e complementariedade. Heterose é o fenômeno que ocorre quando o desempenho médios dos filhos é superior a média dos pais, esse fenômeno ocorre porquê a maioria das características desejáveis apresentam caráter dominante, e, ao se cruzar indivíduos puros diferentes, há um aumento no número dos loci em heterozigose (ex. AaBbCcDd) esse fato leva a progênie possuir mais alelos favoráveis.
O "contrário" da heterose seria a endogamia, ou seja indíduos, com grande número de loci em homozigose (ex. AAbbCCddeeffGG). Alguns alelos, principalmente os recessivos, quando em homozigose podem levar o indivíduo a expressar características deletérias, como síndromes, deformidades e diminuição do desempenho das características de baixa herdabilidade, que são controladas por muitos genes, como as características relacionadas a reprodução, resistência a doenças etc.
Os seres vivos possuem vários pares de cromossomos. Cada um destes possui genes que são os responsáveis pela expressão das características dos indivíduos. Na divisão celular que antecede a formação dos gametas masculinos (espermatozóides) e feminino (óvulo) os pares de cromossomos se separam e assim cada um reúne a metade do número de cromossomos da célula original.
Cada novo indivíduo recebe ao se formar um conjunto de cromossomos do pai e outro da mãe sendo restabelecido o número de cromossomos da espécie. Na reconstituição dos cromossomos, a predominância ou não dos genes para uma mesma característica determinará se ela será expressada ou não. A observação de muitas gerações nos permite ainda identificar características de alta herdabilidade, ou de baixa herdabilidade.
Na medida em que se promove o melhoramento genético por um programa de seleção eficaz, e que este se perpetua por muitas gerações mantendo-se o mesmo critério de seleção, há redução da variabilidade genética como resultado do incremento de homozigose.

Endogamia


Endogamia é um sistema em que os acasalamentos se dão entre indivíduos aparentados, relacionados pela ascendência, ou seja, é a união de indivíduos mais aparentados do que a média da população.

Tem como efeito genético a diminuição da heterozigose e o aumento da homozigose, e, como efeito fenotípico, uma grande manifestação de genes recessivos, que acabam resultando em perda de vigor, assim como a perda da variância, à medida que aumenta o parentesco.

Endogamia pode estar estabelecida em grupos sociais, áreas ou relações. Vários tipos de endogamia foram observados em populações humanas, tal como:
  • Endogamia de aldeia (por exemplo, nos Ianomâmis)
  • Endogamia de linhagem (por exemplo, em comunidades pastorais do Médio Oriente)
  • Endogamia de castas (por exemplo, na Índia)
  • Endogamia de classes (por exemplo, nos Estados Unidos)